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A saudável rivalidade entre irmãos

 

 

“Mãe, podemos devolvê-la?!”

O nascimento de um irmão pode despertar o sentimento de que o seu mundo nunca mais será o mesmo. A aprendizagem da partilha do amor dos pais com o outro é um caminho exigente e nem sempre fácil de entender para o próprio e para quem está por perto.

Regressões que o aproximam dos comportamentos do irmão mais novo, birras, desobediência, queixas somáticas, entre outras, podem fazer parte deste percurso que reflecte uma ocupação de um espaço que era só seu e o convívio com a admiração dos pais pelas conquistas “patetas” do bébé.

Os pais devem ser auxiliares atentos e discretos nesta adaptação envolvendo o irmão mais velho nos cuidados e rotinas do bebé, reservando um espaço de exclusividade que sempre existiu ou evitando comparações entre um e outro.

Rivalidade, competição e ciúme são formas de os irmãos comunicarem e reconhecerem os limites de uma relação que se quer para a vida. Perante situações que envolvem dois filhos nesta dinâmica os pais sentem-se quase sempre frágeis – “Quem tem razão? Quem começou?” Encontrar estas respostas não é fundamental.

A competição, o amor, o ciúme e a cumplicidade são ingredientes da receita da relação de amor fraterno. Todos eles têm de estar presentes para que esta seja uma relação equilibrada. Os pais não devem interferir sob pena de a desequilibrar ou intensificar os comportamentos de rivalidade, até porque há tácticas que fazem parte desta relação e que os pais desconhecem e nunca irão entender por completo.

Naturalmente há que estar atento, sobretudo quando existem diferenças de idade, mas raramente os irmãos exercem verdadeira violência entre si. As relações fraternas caracterizadas pelo conflito ou pela distância, que se mantêm até à idade adulta, reflectem quase sempre uma história familiar passada onde o papel dos pais teve uma profunda influência na construção desta relação.

Ao longo do caminho desta relação, os pais devem estar muito atentos aos seus próprios sentimentos para que não interfiram directamente na construção desta forte relação. Todos sabemos que há filhos com quem mais nos identificamos ou que mais nos compensam, podendo gerar uma tendência para uma maior protecção; filhos mais facilitadores ou desafiadores do nosso papel de pais; histórias de alianças na nossa própria infância que nos fragilizaram ou nos fizeram sentir preteridos e que podem interferir fortemente na forma como olhamos para esta dinâmica. Estes, entre outros, são aspectos aos quais devemos dedicar alguma reflexão e servir para nos questionarmos ou nos colocarmos em causa, para que possamos fazer diferente... 

Sofia Nunes da Silva

Psicóloga familiar

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Aqui.

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Diz Daniel Sampaio.

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Rosie Dutton, que dá aulas em Birmingham, no Reino Unido, resolveu abordar o tema do bullying durante uma das suas aulas. Para explicar os efeitos devastadores que esta prática tem na vida de terceiros, a professora recorreu ao auxílio de duas maçãs.

 

Consciente da importância de explicar o bullying aos mais pequenos, Rosie Dutton procurou abordar o tema de uma forma simples e eficaz: usando duas maçãs.

Ao entrar na sala de aula, a professora pediu às crianças que apontassem as semelhanças entre as duas peças de fruta, sendo que todos realçaram o facto de ambas serem vermelhas, do mesmo tamanho e com um aspeto sumarento.

O que os alunos não sabiam é que momentos antes, Rosie tinha atirado - de forma propositada - uma das maçãs ao chão fazendo com que o seu interior ficasse danificado mas o exterior permanecesse imaculado. Com isto em mente, Rosie pegou no fruto em questão e começou a pôr-lhe defeitos.

“Comecei a dizer às crianças como não gostava nada daquela maçã, que a achava nojenta, com uma cor horrível e com o pedúnculo pequeno. Disse-lhes que por eu não gostar dela não queria que mais ninguém gostasse, por isso também deviam chamar-lhes nomes”, escreveu no post que colocou na rede social Facebook a contar o sucedido.

“És uma maçã mal cheirosa”, “Não sei porque é que existes” ou “Tens minhocas dentro de ti” foram alguns dos comentários feitos pelas crianças sem consciência do aspeto interior da maçã. Em seguida repetiram o mesmo exercício mas proferindo comentários positivos sobre a maçã que estava intacta. Em seguida Rosie cortou as duas maçãs ao meio e mostrou-as aos alunos.

“A maçã a quem tínhamos proferido comentários positivos estava fresca e sumarenta por dentro. A maçã que tinha levado com palavras más estava desfeita e mole. Acho que, de imediato, se fez luz na cabeça das crianças,” explicou. “Eles perceberam que aquilo que vemos dentro da maçã danificada é aquilo que acontece dentro de cada um de nós quando alguém nos maltrata com palavras ou ações.”

Com este exercício, integrado na aula “Relax Kids” que tem como objetivo fornecer aos mais pequenos ferramentas e técnicas para gerir sentimentos e emoções, Rosie pretende criar uma geração de crianças mais carinhosa e preocupada com os outros. “Ao contrário de uma maçã, nós temos o poder de impedir que isto aconteça. Podemos ensinar às crianças que não está certo sermos maus para os outros e devemos perceber como os outros se sentem. Devemos ensiná-las a defenderem-se umas às outras e parar com o bullying”, escreve no post que já ultrapassou as 193 mil partilhas.

“A língua não tem ossos, mas é forte o suficiente para partir um coração. Portanto sejam cuidadosos com as vossas palavras”, remata.



 

 

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Porque é importante ensinar os mais pequenos a esperar?

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Aulas de xadrez

22.09.16

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O sono é um aspecto essencial da saúde e bem-estar do ser humano. Em idade pediátrica existe evidência, tanto de estudos laboratoriais como de observação clínica, de que uma duração de sono insuficiente e/ou uma má qualidade do sono conduzem a sonolência diurna, a distúrbios do comportamento e a comprometimento das funções neurocognitivas envolvendo a aprendizagem, a memória e aquelas associadas ao córtex pré-frontal como a atenção e outras funções executivas.

Sabe-se que a perda de sono e a sua fragmentação afectam de modo directo o humor e a sua regulação, com irritabilidade e distúrbios na modulação dos afectos. As manifestações da privação de sono infantil são variadas, desde os vulgares sinais de sonolência como esfregar os olhos ou deitar a cabeça sobre a mesa de trabalho, a comportamentos externalizantes como aumento da impulsividade, hipercinetismo e agressividade, bem como distracção e incapacidade para concluir tarefas. A privação de sono afecta também a execução neurocognitiva com diminuição da flexibilidade do pensamento, do raciocínio abstracto, da destreza motora e da memória.

Além das consequências sobre o neurodesenvolvimento e o comportamento, os distúrbios do sono na infância têm ainda sido associados à ocorrência de patologia orgânica do foro cardiovascular, imunológico, do metabolismo da glicose e da função endócrina, nomeadamente com risco aumentado de excesso ponderal/obesidade e de hipertensão arterial. Há ainda uma associação claramente estabelecida com o aumento de lesões acidentais.

A disrupção do sono infantil e juvenil tem, acrescidamente, efeitos deletérios nos pais, aumentando nomeadamente o risco de depressão materna e de disfunção familiar.

O sono é, portanto, um aspecto que não deve ser descurado, tanto em crianças e adolescentes com um neurodesenvolvimento e comportamento normativos como naqueles com patologia deste foro.

A Academia Americana de Medicina do Sono (American Academy of Sleep Medicine – AASM) publicou recentemente (J Clin Sleep Med 2016;12(6):785–786) uma declaração de consenso relativa à quantidade de sono recomendada em populações pediátricas. Estas recomendações foram subscritas pela Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics – AAP), que estimula os pediatras a abordarem estas recomendações bem como hábitos de sono saudáveis nas consultas de promoção de saúde infantil e juvenil.

O painel de peritos em medicina e investigação do sono começa por referir que um sono saudável compreende uma duração adequada, a horas apropriadas, de boa qualidade (sem interrupções), regular e a ausência de distúrbios do sono. Entre estas características, a duração do sono é um parâmetro frequentemente utilizado em investigação de sono relacionada com a saúde. Deste modo, para proporem estas recomendações, os autores realizaram uma metódica revisão da evidência científica relativa à duração de sono promotora de uma saúde óptima, dos 0 aos 18 anos. O painel de peritos focou-se na melhor evidência científica entre a duração do sono e diversos aspectos da saúde como saúde geral, cardiovascular, metabólica, mental, função imunológica e neurodesenvolvimento.

Os autores concluíram que a evidência científica actual corrobora as recomendações gerais de um adequado número de horas de sono por 24 horas, numa base regular, para a promoção de uma saúde óptima em crianças e adolescentes dos 4 meses aos 18 anos. Referem a existência de uma variabilidade individual nas necessidades de sono, que é influenciada por factores genéticos, comportamentais, médicos e ambientais, sendo necessária mais investigação científica para uma melhor compreensão dos mecanismos reguladores do sono.

Com base na análise efectuada os peritos recomendam as seguintes horas de duração de sono, numa base regular, com vista à promoção de uma saúde óptima:

  • Lactentes dos 4 aos 12 meses: 12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 1 a 2 anos: 11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 3 a 5 anos: 10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 6 a 12 anos: 9 a 12 horas por 24 horas
  • Adolescentes de 13 a 18 anos: 8 a 10 horas por 24 horas

† – Não foram contempladas nestas recomendações idades inferiores a 4 meses devido a uma ampla variação dos normais padrões e duração de sono nesta faixa etária, bem como à insuficiente evidência científica de associação com consequências na saúde.

Concluiu o painel de peritos que existe clara evidência científica de que dormir o número de horas recomendadas numa base regular está associado a melhores resultados na saúde nomeadamente a nível da atenção, comportamento, aprendizagem, memória, regulação emocional, qualidade de vida e saúde mental e física.

Por outro lado, um número de horas de sono inferior às recomendadas está associado a distúrbios de atenção, do comportamento e da aprendizagem, bem como a risco aumentado de acidentes, traumatismos, hipertensão arterial, obesidade, diabetes e depressão e, nos adolescentes, a risco aumentado de lesões auto-inflingidas, ideação suicida e tentativas de suicídio.

Encontraram ainda evidência científica de que dormir mais horas do que as recomendadas pode estar associado a consequências adversas na saúde como hipertensão, obesidade e distúrbios mentais.

Por fim, recomendam que crianças e adolescentes com sono deficitário ou excessivo deverão ser avaliados pelo médico assistente para exclusão de um possível distúrbio do sono.

Para além destas recomendações, a AAP recomenda que todos os ecrãs sejam desligados 30 minutos antes de deitar e que televisão, computadores e outros ecrãs não devem ser permitidos nos quartos das crianças e adolescentes. Para lactentes e crianças pequenas, o estabelecimento de uma rotina de deitar é importante para assegurar que durmam o suficiente em cada noite.

 

Referência bibliográfica: Paruthi S, Brooks LJ, D’Ambrosio C, Hall WA, Kotagal S, Lloyd RM, Malow BA, Maski K, Nichols C, Quan SF, Rosen CL, Troester MM, Wise MS. Recommended amount of sleep for pediatric populations: a consensus statement of the American Academy of Sleep Medicine. J Clin Sleep Med 2016;12(6):785–786.

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