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Este artigo do blogue Mum's the Boss é instrutivo.

Nesta casa há uma Avó que atribuiu a cada neto uma mesada, calculada em função dos anos de vida: 4 anos = 4 €, 6 anos = 6€, 10 anos = 10€, 11 anos = 11€. No primeiro almoço de domingo de cada mês, há fila de netos para o levantamento das mesadas. Todos adoram e, como conhecem a regra, nnhum se acha injustiçado por receber menos que o irmão ou o primo. Todos vibram quando fazem anos e se lembram de que vão ter direito a mais um euro na mesada. É engraçado observar como o destino que dão às mesadas é um espeho da personalidade e da maturidade de cada um: o A acumula mesadas e há uns dias foi ao banco depositar 75€ que acumulou na carteira; o L adora receber mas logo a seguir esquece-se de que tem aquele dinheiro; o V quer comprar todos os legos que vê ''com a mesada'', muito depois de as mesadas já se terem evaporado com a compra do lego anterior. E berlindes, claro. Muitos berlindes.

 

Gerir dinheiro é algo que se aprende a fazer de pequeno. E quanto mais cedo melhor. Hoje é o Dia Mundial da Poupança e deixo-te aqui uma estratégia para que os teus filhos possam aprende a tirar o melhor proveito do dinheiro... desde cedo! Chama-se: mesada (ou semanada, conforme preferires).

1. A mesada é razoável e justa
A maior parte das crianças não tem a noção correta do valor do dinheiro. Não é por mal, é mesmo assim. E seria uma boa ideia começarem a aumentar a sua literacia financeira. A partir do momento em que começam a saber contar o dinheiro e a fazerem contas de somar e subtrair (mas a saber mesmo, o que acontecerá no 2º ano) podemos começar a dar-lhes algum dinheiro. A quantidade deve ser razoável e justa e este valor dependerá de família para família. Devemos ter em mente que a maior parte das coisas que eles precisam podem tê-las. Mas se puderem decidir se compram um gelado a um Sábado depois do almoço ou se querem juntar para comprarem um jogo, devemos dar-lhes essa possibilidade. Nas idades dos mais pequenos, o valor deve ser puramente simbólico. Conheço quem dê 1€ por semana e também conheço quem dê 5€. Nos mais velhos, o critério é o mesmo. A ideia não é apenas pagar-lhes as saídas mas simplesmente permitir que eles possam começar a gerir a sua vida, sem nos estarem sempre a pedir dinheiro, e aprenderem assim a tomar as melhores decisões, responsabilizando-se por elas.

2. A mesada não paga os serviços que têm de ser feitos em casa
Não damos dinheiro em troca de serviços que têm de ser feitos em casa. Em casa todos participam porque todos vivem nela e todos contribuem de uma forma ou de outra. Claro que damos de melhor vontade dinheiro a quem participa - e podemos deixar isso claro sempre que não aceitamos um determinado comportamento - mas não trocamos dinheiro contra serviços. É preciso trabalhar este aspecto deixando o dinheiro de lado. Podes ler mais sobre isso aqui.

3. A mesada serve para aprender a poupar, a investir, a partilhar e a satisfazer
Na verdade, o dinheiro serve para tudo o que está neste subtítulo. Eu tenho pena de ter aprendido a gerir dinheiro tarde e gostaria de saber mais sobre investimento e gestão financeira. Não sou só eu que estou convencida que quanto mais cedo puderem pôr as mãos no dinheiro, melhor será. Por isso, quando lhes dermos dinheiro, é bom que possamos explicar o que podemos fazer com ele e partilhar com os miúdos o que fazemos com o nosso dinheiro, também.


Em tempos escrevi um post para a boonzi sobre Educação Financeira que podes ler aqui.

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